O Setembro Verde é dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Entre janeiro e julho de 2026, São Paulo realizou 5.214 transplantes, uma média de quase 25 procedimentos por dia. Para ampliar a identificação de potenciais doadores e fortalecer todas as etapas que antecedem o transplante, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) promove ações de orientação e conscientização que reforçam a importância de manifestar o desejo de doar aos familiares.
Atualmente, 29.635 pacientes aguardam por um transplante no Estado. Desse total, 20.417 esperam por um rim e 8.309 por uma córnea. A ampliação das doações depende da atuação coordenada dos hospitais, desde a identificação do potencial doador até o acolhimento dos familiares.
A doação de órgãos é um ato voluntário que pode transformar e salvar vidas. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos após a morte só é realizada com a autorização da família. Por isso, a principal orientação é que as pessoas conversem com seus familiares e manifestem, ainda em vida, o desejo de serem doadoras.
PRINCIPAIS MITOS E VERDADES SOBRE O TEMA
PRECISO DEIXAR UM DOCUMENTO POR ESCRITO PARA SER DOADOR?
Mito. O mais importante é conversar com a família e manifestar em vida o desejo de ser doador. Após a morte, a doação depende da autorização formal da família.
A FAMÍLIA DO DOADOR PRECISA ARCAR COM OS CUSTOS DA DOAÇÃO?
Mito. O doador e sua família não têm custos nem recebem qualquer pagamento pela doação de órgãos ou tecidos.
É POSSÍVEL DOAR ÓRGÃOS EM VIDA?
Verdade. É possível doar, em vida, órgãos ou partes de órgãos, como um dos rins, parte do fígado, medula óssea e parte de um pulmão, desde que sejam atendidos os critérios médicos e legais.
UMA ÚNICA PESSOA PODE SALVAR ATÉ OITO VIDAS?
Verdade. Um único doador dos órgãos sólidos, como coração, pulmões, rins, fígado, intestino, pâncreas, e os tecidos como, córneas, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem e medula óssea, beneficiam inúmeros receptores.
IDOSOS E PESSOAS QUE JÁ TIVERAM PROBLEMAS DE SAÚDE NÃO PODEM DOAR ÓRGÃOS?
Mito. Pessoas de diferentes idades e com diferentes históricos de saúde podem ser consideradas potenciais doadoras. A possibilidade da doação é avaliada por meio de exames clínicos e laboratoriais realizados no momento da morte, que também determinam quais órgãos e tecidos podem ser aproveitados.
EXISTE UM LIMITE DE TEMPO PARA A RETIRADA E O TRANSPLANTE DOS ÓRGÃOS?
Verdade. Cada órgão possui características específicas que determinam o tempo máximo para sua retirada após a morte encefálica e também para a realização do transplante. Por isso, o processo precisa ser conduzido de forma rápida e organizada.
TODO ÓRGÃO PODE SER DOADO PARA QUALQUER PESSOA?
Mito. A doação depende da compatibilidade entre o doador e o receptor. São realizados testes para avaliar essa compatibilidade, além de avaliações clínicas e laboratoriais para verificar a qualidade do órgão e reduzir os riscos de transmissão de doenças infecciosas ou neoplásicas.
O DOADOR NÃO PODE SER VELADO APÓS A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS?
Mito. Após a retirada dos órgãos e tecidos, o corpo do doador é devidamente preparado e devolvido à família para o velório e sepultamento. A legislação brasileira determina que o corpo do doador seja recomposto e entregue aos familiares ou responsáveis em condições adequadas para o sepultamento.
COMO MANIFESTAR O DESEJO DE SER DOADOR?
A principal orientação é conversar com a família. No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização familiar. Por isso, comunicar esse desejo ainda em vida é uma forma de deixar clara a vontade e facilitar a decisão dos familiares no momento em que ela for necessária.
COMO FUNCIONA A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS?
A possibilidade de doação é avaliada quando ocorre o diagnóstico de morte encefálica, situação em que há perda completa e irreversível das funções encefálicas. Após a confirmação do diagnóstico e a avaliação clínica e laboratorial do potencial doador, a família é informada sobre a possibilidade da doação.
A autorização da família é fundamental para que a doação possa ser realizada. Por isso, conversar sobre o assunto em vida é o primeiro passo para transformar o desejo de doar em uma possibilidade concreta de salvar outras vidas.
Fonte: SES-SP

