Prof. Candal e Comunidade – Juntos pelo bem comum! Vamos falar de Setembro Amarelo

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Setembro Amarelo é a campanha brasileira de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a valorização da vida.

O suicídio é o ato de uma pessoa tirar a própria vida em um momento onde a dor se sobrepõe à sua percepção da realidade. Esse comportamento não é uma escolha em plena consciência, mas surge de um sofrimento profundo, ligado a problemas emocionais, transtornos mentais ou situações de exaustão e forte desespero.

Fique atento, pois, podemos salvar muitas vidas. No pedido de socorro, Fale de Deus e de quanto esta pessoa é importante para Deus, o abrace, o conforte com sua presença e diga que o ama, que nós possamos fazer sempre a diferença na vida de quem precisa.

Se você ou alguém que conhece está passando por um momento difícil, lembre-se de que há apoio disponível e que o sofrimento pode ser tratado.

O QUE É A CAMPANHA?

Objetivo: Quebrar tabus, reduzir estigmas e alertar a população sobre os sinais de alerta de pensamentos suicidas e a importância de buscar ajuda profissional.

Origem: A campanha foi idealizada no final de 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) junto ao Centro de Valorização da Vida (CVV), com a primeira edição realizada em 2015.

Data principal: O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, data oficializada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2003.

ONDE BUSCAR AJUDA?

 CVV (Centro de Valorização da Vida): Oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site oficial do CVV.

Rede Pública de Saúde: Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão preparados para acolher e orientar em momentos de crise.

Se você ou alguém que você conhece precisa conversar, saiba que o apoio está disponível pelo telefone 188.

PARECER ESPECIALIZADO

A dor é de um, mas o cuidado é de todos nós

A prevenção ao suicídio não se faz apenas no momento agudo do desespero, nem se resolve apenas com respostas prontas ou moralizantes. Ela se constrói na reinvenção das nossas redes de afetos. A vida é uma produção coletiva. Quando um de nós adoece a ponto de não suportar a própria existência, é o nosso modo de viver em sociedade que está pedindo socorro.

Acolher quem sofre é sustentar um espaço onde a multiplicidade de cada pessoa possa existir sem julgamentos. É fortalecer políticas públicas, criar territórios de escuta e lembrar que a saúde mental se produz nos encontros que nos atravessam e que nos devolvem a vontade de agir e de criar novas realidades.

O sofrimento pode até ser individual, mas, como coletivo, precisamos ficar atentos: comportamentos suicidas não surgem apenas de questões internas, mas também da exaustão produzida pelo meio em que se vive.

É urgente e necessário quebrar o tabu sobre a psicologia e a psiquiatria. Precisamos trazer a conscientização de que somos profissionais especializados, oferecendo uma escuta qualificada para auxiliar a ressignificar atitudes em um momento de tanto peso sobre a vida.

O cuidado ético e profissional é de suma importância para que a pessoa encontre sustentação.

Por isso, procurar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os espaços vitais que sustentam o coletivo é absolutamente essencial.

Amanda Maciel

CRP: 06/226771

Psicóloga e Esquizoanalista

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