O delegado da Polícia Civil de São Paulo Fernando Barbosa Bossa classificou nesta segunda-feira, 1º de dezembro, como tentativa de feminicídio, sem possibilidade de defesa da vítima e com requintes de crueldade o caso da mulher atropelada e arrastada na capital paulista.
D.A.S., de 26 anos, atropelou e arrastou T.S.S, 31 anos, na manhã de sábado, 29 de novembro, na zona norte da capital paulista. T.S. está internada Hospital Municipal Vereador José Storopolli. Ela teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada, por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. A Secretaria de Saúde do município não divulgou o estado de saúde dela por conta de sigilo médico.
Ele foi preso na noite deste domingo, 30 de novembro. De acordo com a investigação, a vítima teve um relacionamento breve com o autor da agressão.
“A motivação dele foi simplesmente porque ele não aceitava um término, aquela sensação de posse, em um total desprezo à condição de gênero e de mulher, autêntica tentativa de feminicídio”, disse o delegado, em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira, 1º de dezembro.
Segundo o delegado, as provas contra o rapaz são bastante robustas.
Imagens em vídeo registraram o momento em que T. foi atropelada e arrastada, além de testemunhas que conheciam o autor, inclusive um amigo dele que estava no banco do passageiro durante o atropelamento. De acordo com o delegado, ele passaria por audiência de custódia ainda hoje.
Momento antes do crime, segundo as investigações, D. e T. discutiram em um bar. Ele entrou no carro com o amigo e avançou para cima da vítima.
“Ele passa o carro por cima dela literalmente e ela fica presa embaixo do carro. Ele puxa o freio de mão e começa a fazer o movimento [para frente e para trás] para poder lesionar mais a vítima, até [para] atentar contra a vida dela. Esse amigo dele, o passageiro, tenta impedi-lo e não consegue”, relatou o delegado.
O agressor então arrancou com o carro e arrastou a moça por cerca de um quilômetro, até que o amigo conseguiu fazê-lo parar.
Fonte: Agência Brasil
