Julia Vaini, de 16 anos, sempre foi fascinada por futebol. “Ela aprendeu a dar os primeiros passos apoiada em uma bola de futebol”, diz seu pai, Pedro Vaini. Quando ela completou sete anos, foi matriculada no projeto de futsal Garotos da Vila, em Osasco (SP), que conta com o apoio da Belgo Arames, via Fundação ArcelorMittal. Para Julia, foi amor ao primeiro drible. Desde então, ela experimentou uma ascensão meteórica no futebol feminino, culminando com sua recente convocação para a Seleção Brasileira Sub-17.
Talento ela sempre teve, desde pequenininha, mas para chegar aonde chegou, teve de se esforçar. Durante três anos, para conciliar o tempo entre o estudo e os treinos, ela teve de comer sua marmita de almoço no ônibus, percorrendo o trajeto de um lugar para o outro. Mas não pensou em desistir um momento sequer. “O futebol é meu destino”, diz ela, que está evoluindo no esporte.

Seu treinador no projeto Garotos da Vila notou que Julia tinha aquele brilho especial do craque. Ela estava à frente dos colegas e logo o inevitável aconteceu: ela, que joga como meia-atacante, conquistou uma vaga no São Paulo Futebol Clube. Logo na sequência, vieram os títulos: Campeã da Copa Nike, do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores.
Julia reconhece a importância do Garotos da Vila para sua carreira e para a sua vida. “Ter um projeto social para acolher os sonhos de crianças é muito importante porque um projeto protege. A rua pode oferecer coisas que levam para um caminho errado, enquanto um projeto social ocupa o tempo das crianças. É onde elas se divertem, mas é também um local onde aprendem”, avalia ela. “O futebol ensina disciplina, ensina como se comportar na sociedade, mesmo que nem todos venham a ser jogadores, com certeza, todos serão formados como cidadãos”, avalia ela.
Mesmo adolescente, ela já vive a rotina de atleta profissional, treinando regularmente e disputando campeonatos como o Paulista e a Libertadores. Cansada? Talvez, mas feliz. Julia já faz planos para, daqui a dois anos, conquistar os gramados da Europa em algum time estrangeiro. Mas ela nunca esquecerá a escolinha que frequentou. “Quero que outras crianças tenham a mesma oportunidade que tive”.
Foto: Fundação ArcelorMittal
