Cetas Barueri celebra o Dia Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres  

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O Dia Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres é celebrado em 29 de setembro, desde 2018. Para conscientizar a população sobre esse crime ambiental, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), vinculado à Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), realizou a destruição simbólica de gaiolas com um rolo compressor, um ato que reforça a mensagem de que o lugar do animal silvestre é na natureza, e não em cativeiro.

O CETAS

Criado no final de agosto de 2012, o Cetas é responsável pelo recebimento, cuidado, reabilitação, destinação e soltura de animais silvestres vítimas de tráfico ou posse ilegal. A equipe multidisciplinar, composta por veterinários e biólogos, atua na reabilitação desses animais para que possam retornar ao seu habitat natural. Infelizmente, muitos não sobrevivem até chegar ao Cetas, devido às condições precárias em que são capturados e mantidos. Outros chegam em estado de saúde tão debilitado que não podem ser reintroduzidos na natureza.

O Centro é referência não apenas na região e no Estado, mas em todo o país, graças à sua estrutura, que foi ampliada para atender a um número crescente de animais resgatados. Para mais informações, acesse a página do departamento no portal da Prefeitura de Barueri.

EM NÚMEROS

Desde o início de suas atividades, o Cetas já recebeu cerca de 22 mil animais silvestres. Desses, aproximadamente 1.200 foram repatriados e cerca de 11 mil devolvidos à natureza. Atualmente, o Centro recebe uma média de 200 animais por mês. Nas tabelas é possível conferir os dados de entradas, solturas e repatriações realizadas entre janeiro e setembro do ano passado e do mesmo período deste ano:

2024
Entrada 1978
Soltura 832
Repatriação 199
2025
Entrada 1920
Soltura 889
Repatriação 183
O COMÉRCIO ILEGAL E COMO COMBATER

O tráfico de animais silvestres comercializa cerca de 38 milhões de animais por ano no Brasil, sendo a terceira maior atividade ilegal do país, atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. As aves são as principais vítimas, representando cerca de 80% do total de animais traficados.

A bióloga Erika Sayuri Kaihara, responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), explica como é possível combater esse crime:

“O combate ao tráfico de animais silvestres deve acontecer em duas frentes. A primeira é a atuação dos órgãos federais, estaduais e municipais, com a implementação de políticas públicas voltadas à educação ambiental. A segunda é a conscientização da população, que deve evitar a compra desses animais em feiras ilegais, nas ruas, por exemplo. Se não há comprador, não há venda e, assim, evitamos que os silvestres continuem sendo capturados”.

Foto: Ana Carolina Guice/Secom Barueri

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