Veja os municípios que recebem prevenção à violência contra mulheres em escolas estaduais de SP

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O Governo de São Paulo inicia nesta segunda-feira, 17 de agosto, a primeira etapa do Não se Cale Vai à Escola. A iniciativa da Secretaria de Políticas para a Mulher, em parceria com a Secretaria da Educação e Secretaria da Segurança Pública, leva para a rede estadual de ensino ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Nesta fase, delegadas de polícia irão a escolas de 56 municípios paulistas para conversar com estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e demais servidores sobre como reconhecer situações de violência, buscar ajuda e acessar a rede de proteção.

Ao todo, serão 168 ações presenciais, com encontros em três escolas de cada município. Entre os assuntos abordados estão a Lei Maria da Penha, as diferentes formas de violência contra a mulher, sinais de alerta, mecanismos de proteção, rede de apoio e canais de denúncia.

Os 56 municípios que receberão as ações presenciais foram definidos a partir de dados da Secretaria da Segurança Pública sobre regiões com maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher.

Com duração prevista de 24 meses, o Não se Cale Vai à Escola integra o SP Por Todas, movimento do Governo de São Paulo que reúne políticas voltadas à proteção, saúde e autonomia das mulheres.

A iniciativa amplia a atuação preventiva do Estado ao aproximar a rede de ensino dos serviços de segurança e proteção e levar informação sobre violência de gênero para um espaço estratégico na formação de crianças, adolescentes e jovens.

LISTA DOS MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS NA PRIMEIRA FASE

Assis

Avaré

Barretos

Bauru

Bebedouro

Botucatu

Bragança Paulista

Carapicuíba

Casa Branca

Catanduva

Cruzeiro

Diadema

Dracena

Fernandópolis

Franca

Franco da Rocha

Guaratinguetá

Guarulhos

Itanhaém

Itapetininga

Itapeva

Jacareí

Jacupiranga

Jales

Jaú

Jundiaí

Limeira

Lins

Marília

Mogi das Cruzes

Mogi Guaçu

Novo Horizonte

Osasco

Ourinhos

Piracicaba

Praia Grande

Presidente Prudente

Presidente Venceslau

Registro

Ribeirão Preto

Rio Claro

Santo André

Santos

São Bernardo do Campo

São Carlos

São João da Boa Vista

São Joaquim da Barra

São José do Rio Preto

São José dos Campos

São Sebastião

Sertãozinho

Sorocaba

Taboão da Serra

Taubaté

Tupã

Votuporanga

ESCOLA COMO ESPAÇO PARA IDENTIFICAÇÃO E ACOLHIMENTO

Iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas no ambiente escolar, o Protocolo Não se Cale vai à Escola leva para a rede estadual de ensino os princípios do Protocolo Não se Cale, já adotado em bares, restaurantes, casas noturnas e grandes eventos, ampliando a cultura de acolhimento, orientação e proteção às vítimas de violência.

A iniciativa reforça o papel da escola como espaço estratégico para a identificação precoce de sinais de violência, o acolhimento adequado de vítimas, a orientação de estudantes e famílias e o encaminhamento seguro para a rede de proteção.

A formação dos profissionais da educação será oferecida na modalidade EAD e abordará temas como violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, identificação de sinais de violência, escuta qualificada, fluxos institucionais e encaminhamento para a rede de proteção. Professoras, professores, gestores escolares e equipes pedagógicas e administrativas poderão atuar como multiplicadores do conhecimento em suas unidades.

O protocolo também prevê a realização de palestras presenciais nas escolas, conduzidas por policiais civis especializados no enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente profissionais das Delegacias de Polícia de Defesa da Mulher (DDMs). As atividades serão promovidas em períodos de mobilização e conscientização, ampliando o alcance das ações de prevenção e orientação à comunidade escolar.

Para os estudantes, especialmente do Ensino Médio, serão disponibilizados conteúdos educativos voltados à prevenção da violência de gênero, à promoção da cultura do respeito, aos direitos das mulheres, aos canais de denúncia e ao acesso à rede de proteção.

A iniciativa também prevê o compartilhamento bimestral de informações entre as secretarias envolvidas e a elaboração de relatórios anuais com indicadores de alcance, resultados e impactos das ações desenvolvidas.

Fonte: Agência SP

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