Setembro Amarelo:  A importância da informação na prevenção do suicídio

Compartilhe

O suicídio é um fenômeno complexo e multicausal, de impacto individual e coletivo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades e pode ter como causa uma série de fatores, que vão desde os de natureza sociológica, econômica, política, cultural, passando pelos psicológicos e psicopatológicos, até biológicos. É um assunto sério e não pode ser tratado como tabu.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima-se que no mundo, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente, sendo a quarta maior causa de mortes de jovens de 15 a 29 anos de idade.

As taxas entre os homens são geralmente mais altas em países de alta renda (16,6% por 100 mil). Para as mulheres, as taxas de suicídio mais altas são encontradas em países de baixa-média renda (7,1% por 100 mil).

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2021), o número de suicídios no Brasil em 2020 foi de 12.895, em 2019, foram registrados 12.745 casos. Os estados que apresentaram maior número foram São Paulo, Minas Gerais e Porto Alegre.

No Brasil, 12,6% por cada 100 mil homens em comparação com 5,4% por cada 100 mil mulheres, morrem devido ao suicídio.

O número de suicídios no Brasil cresceu 11,8% em 2022 em comparação com 2021. Em 2022 foram 16.263 registros, uma média de 44 por dia. Esses dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho deste ano.

O suicídio é um problema de saúde pública, com impactos na sociedade como um todo e continua sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo, e é preciso uma articulação de setores e saberes para que ações de prevenção sejam bem sucedidas.

As razões podem ser bem diferentes, e é muito importante falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis e de crise busquem ajuda e entendam que a vida sempre vai ser a melhor escolha.

Um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo, mas eles não devem ser considerados isoladamente.

FIQUE ATENTO AOS SINAIS

aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas:

manifestações emotivas não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.

preocupação com sua própria morte ou falta de esperança, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.

expressão de ideias ou de intenções suicidas:

 Isolamento: pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.

OUTROS FATORES

Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio.

Apesar da complexidade de sua determinação, o suicídio pode ser prevenido com intervenções individuais e coletivas de diagnóstico, atenção, tratamento e prevenção a transtornos mentais, ações de conscientização, promoção de apoio sócio emocional, limitação de acesso a meios, entre outras.

O CVV (Centro de Valorização da Vida) é uma entidade sem fins lucrativos que atua na conscientização sobre a prevenção do suicídio desde 1962, e, juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), deu início à campanha do Setembro Amarelo no Brasil.

O CVV atende por telefone, chat, Skype, e-mail e pessoalmente, além de realizar atendimentos especiais em casos de eventos e catástrofes.

Dique 188 CVV – disponível 24 horas por telefone.

 Existem outros canais onde você pode pedir ajuda, como nas Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde), UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;

É importante pedir ajuda, e ajudar a quem a quem precisa. O suicídio pode ser prevenido e saber reconhecer os sinais de alerta pode salvar vidas.

Foto: Divulgação

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.