Segurança nos trens das Linhas 8 e 9: o trabalho que começa antes da plataforma

Drone em frente a trem das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda
Compartilhe

Publieditorial

Monitoramento 24 horas, inspeções, câmeras inteligentes, drones e equipes em campo ajudam a prevenir riscos e agilizar a resposta a ocorrências

Quem embarca todos os dias nas Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda costuma associar segurança ao que vê na estação: agentes circulando, câmeras, orientações na plataforma e apoio quando alguma coisa acontece.

Mas uma parte importante desse trabalho começa antes. Há equipes inspecionando vias e equipamentos, profissionais acompanhando imagens em tempo real, sistemas identificando situações fora do padrão e drones ajudando a monitorar áreas extensas ou de difícil acesso.

As duas linhas são operadas e mantidas pela ViaMobilidade, integrante da Plataforma de Trilhos da Motiva, e atendem quase 900 mil clientes por dia em 42 estações.

Desde o início da concessão, a ViaMobilidade já investiu R$ 29 milhões em tecnologia, monitoramento e inteligência operacional voltados à segurança. A percepção dos clientes acompanhou essa evolução: o indicador de segurança na pesquisa de satisfação cresceu 36,8% nos últimos quatro anos.

Uma rede que funciona 24 horas

A segurança das Linhas 8 e 9 conta hoje com 732 Agentes de Atendimento e Segurança, além de profissionais de monitoramento, supervisores, equipes operacionais e especialistas que atuam durante todo o dia.

Esse trabalho envolve rondas preventivas, orientação aos clientes, acompanhamento de ocorrências, análise de imagens e contato com órgãos de segurança pública quando necessário.

Ao todo, quase 2.300 câmeras estão distribuídas pelas estações, subestações e trechos de via das duas linhas.

Parte delas utiliza recursos de inteligência artificial para identificar situações fora do padrão, como acessos indevidos, invasões de áreas restritas, furtos de componentes ou presença irregular na via. Quando algum alerta é gerado, as equipes recebem a informação e podem direcionar a resposta para o ponto necessário.

A presença dos próprios agentes também é percebida pelos clientes. Na pesquisa de outubro de 2025, o indicador de satisfação relacionado à presença das equipes nas estações cresceu mais de 25%.

Antes da plataforma, tem inspeção

A segurança também começa na própria estrutura ferroviária.

A chamada via permanente inclui trilhos, dormentes, fixações e lastro. Esses componentes passam por inspeções para identificar defeitos, desgastes ou qualquer alteração que possa exigir manutenção.

“Via permanente é todo o conjunto que faz do trilho para baixo: o trilho, os dormentes, as fixações e o lastro”, explica Cleyson Silva, supervisor de manutenção de Via Permanente.

Durante as inspeções, os profissionais levantam informações que ajudam a definir o que precisa ser corrigido e com qual prioridade.

“Na inspeção, a gente procura qualquer defeito que possa impactar a vida dos nossos clientes e a operação. Os dados servem para avaliar a criticidade e tratar o problema para não gerar impacto no dia a dia.”

Ver este Reels no Instagram

Drones chegam onde o olho não alcança

Os drones são outra ferramenta usada nesse trabalho. Eles ajudam a monitorar grandes áreas, trechos de difícil acesso, pátios e regiões operacionais e também apoiam atividades de inspeção.

Kaio Paes, um dos agentes treinados para operar os equipamentos, conta que eles são bastante usados para identificar situações na via.

“A gente utiliza bastante o drone para identificar pessoas e furtos em via. Assim, consegue apoiar as equipes de segurança e contribuir para uma atuação mais segura.”

As Linhas 8 e 9 contam com dois drones equipados com câmeras de alta definição, autonomia de voo de quase 50 minutos e recursos de inteligência artificial para detecção de pessoas e veículos.

À noite, os equipamentos também podem trabalhar com imagem térmica e infravermelho.

“O drone grava imagens e tem modo infravermelho. À noite, ele consegue captar calor e medir temperatura. Se houver, por exemplo, um incêndio em via, conseguimos passar essa informação em tempo real para o Centro de Controle e apoiar a atuação das equipes”, explica Kaio.

As imagens também ajudam a decidir

Boa parte desse monitoramento passa pela área de Gestão e Análise de Imagens, que funciona 24 horas por dia.

A equipe acompanha estações, vias férreas, alarmes, sensores e outros sistemas usados pelas Linhas 8 e 9. Além de ajudar na resposta a uma situação específica, as imagens também servem para identificar padrões e definir onde é preciso reforçar a presença das equipes.

Isso vale, por exemplo, para períodos de maior movimento, como dias de jogos, shows, festivais e grandes eventos.

O monitoramento também trabalha em conjunto com o Centro de Controle Operacional, que recebe informações das estações e das equipes em campo e acompanha a circulação dos trens em tempo real.

Segurança também depende de quem embarca

Todo esse aparato não substitui alguns cuidados básicos de quem usa o trem.

Esperar atrás da faixa de segurança, deixar os clientes desembarcarem antes de entrar, prestar atenção no vão entre o trem e a plataforma, segurar o corrimão nas escadas e não prender ou forçar as portas são orientações simples, mas importantes.

Segurar uma porta, por exemplo, pode atrasar a circulação e afetar a viagem de muita gente.

Por isso, o trabalho das equipes também passa pela orientação diária de quem circula pelas estações.

Palloma Soares, que atua no atendimento das estações, lembra que alguns comportamentos simples ainda geram risco: caminhar olhando o celular, correr para pegar o trem, descer escadas sem usar o corrimão ou ultrapassar a faixa amarela da plataforma.

“A faixa amarela é o limite para a sua segurança. Quando você ultrapassa, já está se colocando em risco”, alerta.

Gente na linha de frente

Tecnologia ajuda a enxergar mais rápido e chegar a pontos que antes exigiam mais tempo. Mas são as pessoas que recebem os alertas, analisam as informações, tomam decisões e orientam os clientes.

Entre essas equipes está o Pelotão Feminino de Segurança, formado por 12 agentes que atuam em rondas, apoio à operação e atendimento em situações que pedem mais cuidado.

“O Pelotão Feminino é uma equipe de atuação real, preparada e presente na rotina da operação. Fazer parte desse grupo é mostrar que lugar de mulher também é na linha de frente”, afirma Nelma Novaes Borges Rosário, Agente de Atendimento e Segurança das Linhas 8 e 9.

Para quem embarca todos os dias, muita coisa desse trabalho passa despercebida. O resultado aparece de forma simples: ter uma equipe por perto, receber orientação quando precisa e encontrar uma estrutura pronta para agir quando alguma situação exige atenção.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.