O 14º BPM/M realizou, na sexta-feira, 05 de julho, no período das 08h às 13h, a Operação Impacto – Revolução 1924, com o emprego do efetivo administrativo para reforço no policiamento de Osasco.

RESULTADO FINAL
15 Veículos recolhidos (CR)
29 Autos de Infração de Trânsito (AIT) confeccionados
112 Veículos vistoriados
04 Pontos de Estacionamento em AISP (Inauguração nova UNIFESP)
02 Patrulhas de Policiamento Ostensivo a Pé (Inauguração nova UNIFESP)
01 Solenidade Militar
01 Atividade Social (visita de alunos da EMEF Prof Biondo)

SOBRE A REVOLUÇÃO 1924
Centro de Comunicação Social
Para conhecimento de todos os integrantes da Instituição, expeço a seguinte ORDEM DO DIA:
Meus comandados, nesta data convido-os a refletirmos sobre os graves acontecimentos que sacudiram o país, e em particular a capital paulista, há exatamente um século.
Foi na madrugada de 05 de julho de 1924 – um sábado gélido – que militares do Exército Brasileiro e da Força Pública, a partir da ocupação de pontos sensíveis da Capital paulista, especialmente o Batalhão de Caçadores do Exército em Santana e do quadrilátero dos quartéis da Força sediados no bairro da Luz – tomaram em armas em um ato de rebeldia, cujo propósito era alijar do poder as autoridades do Executivo estadual e federal, implantando um governo revolucionário no país.
A cidade viveu dias de pânico, com as trincheiras abertas nas ruas e avenidas, e seguidas tentativas dos rebeldes de tomar o Palácio do Governo, nos Campos Elíseos. A guarda militar do Palácio resistiu bravamente, na defesa da vida do Presidente do Estado, Carlos de Campos, que se viu obrigado a deixar a sede do governo e transferi-la emergencialmente para a estação ferroviária de Guaiauna, na zona leste da Capital.
Tendo o comandante geral da Força, coronel Domingos Quirino Ferreira, sido preso em sua residência pelos rebelados ao amanhecer daquele cinco de julho, os oficiais e praças que permaneceram na defesa da legalidade – a grande maioria dos quadros da Força – via-se impotente para adotar ações estratégicas de enfretamento à rebelião, considerando o impedimento do Comandante Geral.
Nesse momento de dor, quando centenas de civis haviam sido mortos em bombardeios, na troca de tiros nas ruas entre legalistas e rebelados, desponta a figura do tenente-coronel Pedro Dias de Campos, que, na ausência de oficial de maior patente, declarou-se no Comando da Força, sendo nesse ato confirmado pelas autoridades superiores.
Pedro Dias, com energia e inteligência, prontamente iniciou o enfrentamento estratégico aos rebeldes, organizou seu Posto de Comando no morro do Cambuci e, dali, coordenou a defesa da cidade de São Paulo. A sua ação à frente das forças legalistas, coordenada com as forças do Exército, chegadas à capital pelo porto de Santos, e das unidades de voluntários vindos da região de Itapetininga, obrigou a retirada da zona urbana das forças rebeldes que, partindo rumo ao sertão, culminaram por organizar-se na Coluna Miguel Costa-Luis Carlos Prestes.
Na defesa inexpugnável do Cambuci, a partir da usina elétrica da Avenida do Estado, destacou-se o capitão Júlio Marcondes Salgado, mais tarde comandante geral e mártir do movimento constitucionalista de 1932.
Meus comandados! Nesta data, reverenciamos a memória de todas as vítimas, e a coragem daqueles que lutaram na defesa de um Brasil mais justo e solidário, reconhecendo seus elevados ideais.
Somos todos voluntários e voluntárias, regidos pela hierarquia e disciplina, pilares aos quais nos submetemos por nossa livre vontade.
Seguimos servindo e protegendo as pessoas e defendendo as instituições, se preciso com o sacrifício da própria vida, estamos contribuindo decididamente para preservar a ordem pública e, dessa maneira, a própria democracia, na construção de uma Pátria mais justa e solidária para os dias presentes e para as futuras gerações de brasileiros.
Vamos todos juntos, ninguém fica para trás.
Deus os abençoe e guarde.
Quartel em São Paulo, 05 de julho de 2024
Cássio Araújo de Freitas
Coronel PM Comandante Geral
Foto: Polícia Militar

