Na noite da sexta-feira, dia 22, e madrugada do sábado, 23 de março de 2024, a Guarda Civil Municipal de Osasco, com o apoio do 14° BPM/M, através da Operação “Anoitecer em Oz”, realizada pelo efetivo da DEJEM – 5ª Cia, realizou uma grande ação de fiscalização contra ocorrências de perturbação do sossego na Comunidade do Flamenguinho, Zona Norte da cidade. O foco foi apreensões de caixas de som com volume bem acima do permitido, identificadas nas ruas, estabelecimentos irregulares e carros. Como resultado, três aparelhos destes foram apreendidos, além de três carros contendo o mesmo material em funcionamento.
DISSEMINAÇÃO DE PANCADÕES E BAILES FUNK
As ocorrências de perturbação do sossego em Osasco estão travestidas de uma perversidade ainda maior. Os aparelhos utilizados para disseminar músicas não incidem, apenas, em transtornos para o cidadão e cidadã de bem que deseja, com absoluta justiça, descansar entre 22h e 06h, inexpugnável direito seu e de sua família. Tais materiais são utilizados para disseminar pancadões e bailes funk irregulares, nos bairros periféricos de Osasco!

Com uma dinâmica denominada de “fluxo”, comboios de carros com som e motos circulam pela cidade nas tardes, noites e madrugadas dos finais de semana. Procurando pontos com a ausência das forças de segurança osasquense, rapidamente mobilizam seus recursos em praças e espaços abertos, resultando no chamado “pancadão” em menos de 30 minutos, através de mensagens enviadas em grupos de Whatsapp ou por perfis do Instagram.
ONDE IREMOS CHEGAR?
Quando o cerco e monitoramento é bem executado, os persistentes infratores, insistindo em viver “à margem da sociedade”, identificam salões ou espaços fechados e idealizam o “baile funk irregular”. Na maioria esmagadora das vezes, esses locais são irregulares, recebendo menores de idade, comercializando bebidas alcoólicas e drogas, além de facilitar a prostituição e o sexo sem limites, incentivados exaustivamente pelas letras das músicas, propagadas pelo elevadíssimo som.
Quais os resultados destes eventos? A juventude que vive tal realidade experimenta a chamada “inversão de valores”. Princípios caros e essenciais para nossa existência como seres humanos e sociedade, como justiça, respeito, empatia, solidariedade, amor próprio, entre diversos outros, são deturpados e, até mesmo, ignorados e rechaçados por meninos e meninas que desejam viver no limite, experimentar um prazer imediato, a qualquer custo e consequência.

A primeira pergunta nos conduz, inexoravelmente, a uma segunda, ainda mais reflexiva: onde iremos chegar? Cada vez mais aumenta o número de adolescentes nestes locais (um pancadão, debelado pela Operação Força Conjunta durante o último Carnaval, tinha aproximadamente mil pessoas numa praça da cidade). Cada vez mais diminui a idade dos menores presentes (em 2023, foi identificada uma menina de, apenas, 10 anos, num baile funk irregular no município).
O FUTURO É PERIGOSAMENTE TERRÍVEL
Realmente, neste caminho, o futuro é perigosamente terrível, sem dúvida! Mas também não temos dúvida de que, com o protagonismo da sociedade, assumindo a existência deste complexo problema, podemos mitigar e, em longo prazo, extinguir esta terrível situação para as gerações futuras.
Não podemos esperar, a virada do jogo deve começar agora! Além das forças de segurança, que fazem exaustivamente a sua parte, esperamos que as famílias também contribuam, cuidando com carinho e atenção de seus filhos e filhas. Vamos, juntos, vencer essa guerra! Foco na missão!
*Ten Cel PM Joaquim Keida Mendonça Ishy (Cmt do 14° BPM/M e Mestre em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo CAES)
*Maj PM Eduardo Mosna Xavier (Subcmt do 14° BPM/M e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo CAES)
*Cap PM David Marques (Bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pela APMBB)
Foto: Polícia Militar

