A família de sauins-de-coleira (Saguinus bicolor) do Zoológico de São Paulo acaba de crescer. Os pais, que chegaram ao zoológico em 2025, tiveram dois bebês no último mês. A gestação durou cerca de cinco meses, e o parto ocorreu de forma natural.
Os recém-nascidos permanecem sob cuidados do casal, que se reveza no transporte e na manutenção junto ao corpo. A amamentação é feita pela fêmea, enquanto ambos dividem tarefas como higienização, proteção e estímulo. O casal também expõe os filhotes ao sol em dias frios, o que auxilia na regulação térmica.
Nos próximos meses, começa a introdução alimentar, com oferta gradual de sólidos e posterior desmame. Nessa fase, os bebês passam a desenvolver autonomia e iniciam os primeiros deslocamentos entre galhos. A família já pode ser vista pelo público.
AMEAÇA DE EXTINÇÃO
Esta é a primeira reprodução do sauim-de-coleira no Zoológico de São Paulo, que integra o programa de manejo cooperativo da espécie coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Saguinus bicolor está classificado como Criticamente Ameaçado de Extinção na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), e consta como espécie Em Perigo na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A ESPÉCIE
O sauim-de-coleira, também conhecido como sauim-de-manaus, é um primata nativo da Amazônia brasileira, com ocorrência concentrada nas florestas urbanas da cidade de Manaus. De pequeno porte, pode atingir até 32 centímetros de comprimento e pesar cerca de 550 gramas. Sua principal característica é a pelagem branca ao redor da cabeça, pescoço e tórax, que lembra uma coleira e é o traço que dá origem ao seu nome popular. A espécie também apresenta face negra e sem pelos na cabeça e orelhas.
Foto: Divulgação Zoo São Paulo

