MPF recorre de decisão que mandou soltar dono do Banco Master

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O Ministério Público Federal (MPF) recorreu nesta terça-feira, 02 de dezembro, da decisão que mandou Daniel Vorcaro e mais quatro sócios do Banco Master.

Na sexta-feira, 28 de novembro, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, concedeu um habeas corpus aos acusados e entendeu que eles podem responder às acusações em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

Além de Vorcaro, também foram soltos os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, além de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco.

Eles estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.

Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Após a prisão, os advogados de Daniel Vorcaro negaram que o banqueiro tentou fugir do país e sustentaram que ele sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos.

O BRB informou que vai contratar uma auditoria externa para apurar os fatos. O banco também diz que vai apurar possíveis falhas de governança ou dos controles internos.

TOFFOLI REFORÇA SIGILO DE PETIÇÃO PROTOCOLADA PELA DEFESA DE VORCARO

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), elevou o grau de sigilo de um pedido da defesa banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Banco Master, para que a investigação envolvendo a instituição seja conduzida pela Corte. A motivação do pedido seria em razão da citação de um deputado federal na investigação.

Na sexta-feira, 28 de novembro, os advogados entraram com uma reclamação constitucional contra a decisão da Justiça Federal de Brasília que determinou a prisão do banqueiro. A petição foi protocolada em segredo de Justiça e distribuída ao ministro Dias Toffoli, que se tornou relator do caso.

Após a petição chegar ao gabinete do ministro, o grau de sigilo foi alterado para sigiloso, no qual não é possível identificar no sistema eletrônico do Supremo as iniciais do nome de Vorcaro e o andamento do processo.

Não há prazo para Toffoli decidir a questão.

Fonte: Agência Brasil

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