Melhora nos mananciais permite que redução de pressão nas redes de água da Grande São Paulo volte a durar 8 horas por noite

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A melhora das condições dos mananciais, impulsionada pelas chuvas, somada aos resultados das medidas de segurança hídrica adotadas pela Sabesp, permitirá reduzir de dez para oito horas o período diário de pressão reduzida nas redes da Grande São Paulo. A partir deste domingo, 02 de agosto, a Gestão de Demanda Noturna voltará a ocorrer das 21h às 5h, em vez do horário que vigorou até o fim de julho, das 19h às 5h.

A Gestão de Demanda Noturna é uma medida usada para economizar água e reduzir perdas na distribuição. Durante a madrugada, quando o consumo é menor, a pressão dentro das tubulações é diminuída de forma controlada. Com isso, também cai o volume de água que pode escapar por vazamentos, ajudando a preservar os reservatórios e a reduzir a retirada de água dos mananciais.

Desde a implantação, a Gestão de Demanda Noturna já proporcionou uma economia de cerca de 183 bilhões de litros de água. O volume equivale à capacidade de uma represa Guarapiranga cheia e seria suficiente para abastecer aproximadamente 32 milhões de pessoas durante um mês.

A mudança segue determinação da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) e considera o acompanhamento dos mananciais feito com a SP Águas. Esse trabalho avalia continuamente a quantidade de água armazenada, o volume que chega aos reservatórios e o que precisa ser retirado para abastecer a população.

MAIS SEGURANÇA PARA O ABASTECIMENTO

A retomada do período de oito horas da Gestão de Demanda Noturna é um resultado que mostra como o acompanhamento dos mananciais e as ações adotadas desde o ano passado vêm ajudando a preservar a água disponível. Esse trabalho ganha ainda mais importância na Grande São Paulo, uma região que concentra milhões de pessoas, mas possui baixa disponibilidade natural de água e precisa buscar recursos em mananciais localizados a grandes distâncias. Para se ter ideia, a região possui apenas 149 mil litros por habitante ao ano, frente aos mais de 1,7 milhão de litros considerados ideais pela ONU.

Para enfrentar esse desafio, a Sabesp vem transformando o abastecimento metropolitano em um sistema cada vez mais integrado. Na prática, isso permite direcionar água de uma região para outra conforme a situação de cada reservatório, reduzindo a dependência de um único manancial e dando mais flexibilidade à operação durante períodos de estiagem. O abastecimento se torna, assim, mais preparado para responder às variações de chuva e aos efeitos das mudanças climáticas.

Uma das entregas que já reforçam essa estrutura é a transferência de água do Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê, concluída em 2025, que acrescentou até 2 mil litros por segundo à capacidade de abastecimento. Esse avanço será ampliado pela interligação entre a Billings e o Sistema Alto Tietê, capaz de adicionar mais 4 mil litros por segundo e criar uma nova alternativa para uma das regiões mais populosas do país.

O plano de segurança hídrica também prevê a modernização de estações de tratamento e o aumento da capacidade de armazenamento de água na Região Metropolitana. Mais do que responder a uma estiagem específica, são obras pensadas para corrigir gargalos históricos e preparar o sistema para as próximas décadas. A Sabesp está investindo R$ 7,8 bilhões até 2030 para ampliar a oferta de água e tornar a operação mais segura diante de situações extremas.

A Sabesp permanece à disposição dos clientes pelos canais de atendimento e informa que eventuais ocorrências e solicitações podem ser registradas na Central de Atendimento pelo telefone 0800 055 0195 (ligação gratuita), pelo WhatsApp (11) 3388.8000 ou pela Agência Virtual, no site www.sabesp.com.br.

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