Moradores que frequentam parques da região, como o Dom José, entre outros, e áreas próximas aos lagos urbanos podem perceber um cheiro mais intenso durante os períodos de estiagem. O fenômeno é comum nesta época do ano e está relacionado à redução do volume de água e ao aumento da proliferação de algas.
Com menos chuvas, a renovação da água diminui e os nutrientes presentes nos lagos ficam mais concentrados, favorecendo o crescimento desses organismos. Quando as algas morrem e entram em processo de decomposição, podem liberar compostos que provocam cheiro desagradável, especialmente em dias de calor.
Embora o odor cause incômodo, ele nem sempre indica contaminação ou risco imediato à saúde da população. O fenômeno faz parte da dinâmica natural dos ambientes aquáticos, mas pode ser intensificado por fatores como altas temperaturas, acúmulo de matéria orgânica e baixa circulação da água.
Foto: Tatiane Zechetto/Secom Barueri
Para minimizar os impactos, a Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri (Sema) e das equipes responsáveis pela manutenção dos lagos, realiza monitoramento constante das condições da água e adota medidas de manejo quando necessário. Além disso, entre as ações de manejo, está a instalação de arejadores para aumentar a oxigenação da água e acelerar o processo de decomposição das algas e da matéria orgânica.
COMO AJUDAR
A população também pode contribuir evitando o descarte de resíduos e a alimentação de peixes e aves, práticas que aumentam a carga de nutrientes e favorecem a proliferação de algas.
Foto aérea: Cauber Drone/Secom Barueri

