As internações por diabetes tipo 1 entre crianças e adolescentes de até 19 anos cresceram quase 47% no Estado de São Paulo entre 2022 e 2025. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostram que as hospitalizações nessa faixa etária passaram de 1.348 para 1.980 no período, principalmente na faixa etária de 10 a 14 anos, que respondeu por 41% do total de internações.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o organismo destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Mais comum na infância e na adolescência, a condição exige aplicação diária de insulina, monitoramento frequente da glicemia e acompanhamento regular de saúde.
O diabetes não diagnosticado ou mal controlado pode causar complicações graves e progressivas. Entre as principais estão doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, insuficiência renal, perda de visão e neuropatias, que podem levar a amputações em decorrência da má cicatrização.
SINTOMAS
Fique atento aos principais sintomas de diabetes em crianças e adolescentes:
Tem muita fome, come muito e, apesar disso, emagrece ou não ganha peso;
Tem muita sede;
Urina com frequência e em grande quantidade (inclusive durante a noite);
Queixa-se de visão embaçada;
Sente-se fraca ou sem disposição para realizar as atividades diárias.
MUTIRÃO
Referência para casos de diabetes na infância, o Hospital Infantil Darcy Vargas, unidade do Governo de SP gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita, realizou neste mês um mutirão para prevenir e identificar precocemente complicações da doença. A ação reuniu 55 crianças e adolescentes acompanhados pelo hospital para avaliações e orientações multidisciplinares.
Os pacientes passaram por avaliações de oftalmologia, odontologia e enfermagem, incluindo análise da sensibilidade dos pés e rastreamento de alterações que podem estar relacionadas à evolução da doença. A programação também contou com atividades educativas para crianças, adolescentes e familiares.
A iniciativa integra o acompanhamento contínuo dos pacientes atendidos pelo hospital. Com o passar dos anos, níveis elevados de glicose no sangue podem provocar alterações nos vasos sanguíneos e nos nervos, afetando órgãos como olhos e rins e reduzindo a sensibilidade das extremidades.
“O excesso de açúcar no sangue, quando mantido por períodos prolongados, pode comprometer a circulação e atingir diferentes partes do organismo. Entre as possíveis complicações estão alterações nos olhos, nos rins e nos nervos periféricos, com redução da sensibilidade dos pés e maior risco de lesões”, explica Marina Minozzi, coordenadora médica da unidade.
Foto: Divulgação do Governo do Estado de São Paulo
Fonte: Agência SP


