A Guarda Civil Municipal de Osasco promoveu na quarta-feira, 30 de setembro, na Cidade da Polícia – Rua Iolanda Tredezini Mossi, Vila Yolanda, palestra voltada à saúde mental e ao cuidado emocional dos agentes da corporação. A atividade, realizada em alusão à campanha Setembro Amarelo, teve como tema “Além da Farda – Cuidado com a Mente e Gestão Emocional na Guarda Civil de Osasco”.
A palestra foi conduzida pela psicóloga Ana Deise Pereira dos Santos, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, e abordou questões relacionadas à saúde emocional, ao autocuidado e à importância de reconhecer os impactos da rotina profissional sobre a vida dos guardas.
Durante o encontro, foram discutidos temas como estresse, hipervigilância, sobrecarga emocional, qualidade do sono, identificação das emoções e a dificuldade de separar as situações vivenciadas no trabalho dos problemas e sentimentos da vida pessoal.

O comandante da Guarda Civil Municipal de Osasco, Erivan de Oliveira Gomes, destacou a importância de manter o tema presente dentro da corporação. “Esse é um tema que faz parte do nosso cotidiano, principalmente pela função que exercemos. Lidamos diariamente com diferentes questões da sociedade que, muitas vezes, mexem com o nosso emocional. Em uma ocorrência envolvendo uma criança, por exemplo, nós também somos pais, somos seres humanos. Por isso, precisamos sempre trazer esse assunto, tratar e promover reflexões sobre a nossa saúde mental”, afirmou.
Ao longo da palestra, a psicóloga ressaltou que a rotina dos profissionais da segurança pública exige um estado constante de atenção, o que pode dificultar o descanso e o equilíbrio emocional. “O fato de viver em estado de alerta o tempo todo faz com que, muitas vezes, a pessoa não consiga ter um descanso real. Por isso, é importante saber identificar e dar nome às emoções, entender o que é pessoal e o que está relacionado ao trabalho e buscar esse equilíbrio”.
Ana Deise também chamou a atenção para a importância da empatia entre os integrantes da corporação. Segundo ela, perceber quando um colega não está bem também está relacionado à própria segurança dos agentes durante o trabalho. “Se o parceiro da equipe não está bem, isso também interfere na segurança do outro. É necessário ter empatia, entender o colega e estar atento aos sinais. Quando entramos em uma espécie de anestesia emocional e passamos a lidar com tudo de forma automática, deixamos de olhar para as nossas próprias emoções”.
Foto: John Amp


