Diante dos recentes casos de febre maculosa registrados no Estado, o Governo de São Paulo orienta a população sobre os sintomas e as ações sobre como lidar em casos suspeitos da doença.
Até a tarde da quinta-feira, 15 de junho, foram registrados, em 2023, 17 casos de febre maculosa no Estado e oito óbitos, incluindo os quatro confirmados desde segunda-feira, 12 de junho, cujos pacientes estiveram no mesmo evento, na Fazenda Santa Margarida, na região de Campinas.
Em 2022, foram registrados 63 casos, com 44 óbitos confirmados. Já em 2021, foram 87 casos e 48 óbitos.
O QUE É A FEBRE MACULOSA?
A febre maculosa, também conhecida como doença do carrapato, é uma infecção febril de gravidade variável. A doença é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela, comum na região do Cerrado e em áreas degradadas da Mata Atlântica. A presença do transmissor é mais recorrente em beira de rios.
A transmissão não ocorre de pessoa para pessoa. A infecção acontece após o carrapato ficar fixado na pele do paciente por ao menos quatro horas.
O período de incubação – intervalo entre a data do primeiro contato com a bactéria até o início dos sintomas – da febre maculosa é de 2 a 14 dias. Portanto, é importante considerar as exposições ocorridas nos últimos 15 dias antecedentes ao início de sintomas.
PRINCIPAIS SINTOMAS
Os principais sintomas da doença são: febre alta e súbita, dor de cabeça, abdominal e muscular e manchas avermelhadas no corpo. Também pode haver erupções no local da picada do carrapato.
A atual época demanda maior atenção, já que, entre junho e novembro, a infestação ambiental por ninfas de carrapato-estrela é alta (o ciclo de vida do carrapato inclui as seguintes fases: ovo – larva – ninfa e adulto).
O QUE FAZER?
Ao notar os sintomas, procure atendimento médico imediatamente. O paciente também deve informar ao médico caso esteve na região afetada pelo recente surto. O tratamento imediato com antibióticos é recomendado para evitar o agravamento do quadro.
“Ao se aventurar em regiões de mata e cachoeira, é importante estar ciente que estamos no período de reprodução do carrapato estrela, ocorrendo o risco de transmissão da Febre Maculosa através de sua picada. Caso em até 15 dias após este deslocamento, você apresente sintomas deve procurar atendimento médico o mais rápido possível”, afirma Tatiana Lang, Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.
PREVENÇÃO
Embora a Febre Maculosa seja grave e com alta letalidade, é possível reduzir significativamente o risco de contrair a doença.
Verificar com frequência se há algum carrapato preso ao seu corpo, usar roupas claras com manga longa, calça comprida e calçado fechado – especialmente para quem estiver em ambientes rurais – são algumas medidas efetivas para a proteção contra o carrapato transmissor. Também é importante evitar transitar em locais com mato alto. Repelentes também podem ser eficazes contra picadas de carrapatos.
ALERTA
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para que as pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida, na região de Campinas, no período de 27 de maio a 11 de junho e apresentarem febre e dor pelo corpo, dor cabeça ou manchas avermelhadas pelo corpo, procure atendimento médico imediatamente e informe ao médico que esteve na região.
É importante que todos que frequentaram a Fazenda fiquem atentos aos sintomas e comuniquem ao serviço médico. Essas informações são fundamentais para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença.
Além da fazenda onde os eventos foram realizados, as regiões com maior frequência de casos são as de Campinas, Piracicaba, Assis e Sorocaba.
SERVIÇO
TRANSMISSÃO:
– picada de carrapato infectado com a bactéria; transmissão não ocorre de PESSOA PARA PESSOA
PRINCIPAIS SINTOMAS:
– febre alta e súbita
– dor de cabeça, abdominal e muscular
– manchas avermelhadas no corpo.
– erupções no local da picada do carrapato.
PREVENÇÃO (ESPECIALMENTE PARA QUEM ESTIVER EM AMBIENTES RURAIS):
– Verificar com frequência se há algum carrapato preso ao corpo
– Usar roupas claras com mangas longas, calça comprida e calçado fechado
– Uso de repelentes
Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo
