Barueri promove evento dia 26 de junho para alertar sobre as 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico geradas no Brasil

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Em celebração ao Mês Mundial do Meio Ambiente, a Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri (Sema), em parceria com o Instituto Orizon Social, promoverá na sexta-feira, 26 de junho de 2026, às 19h, no Parque Dom José, o evento “Luzes no Parque”. A iniciativa utilizará expressões artísticas e recursos tecnológicos para conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos eletrônicos.

Para ampliar a conscientização sobre essa realidade, o evento contará com o show “Reciclando a MPB”, da Rádio Sucata, que interpreta clássicos da música brasileira utilizando instrumentos produzidos com materiais recicláveis, além das projeções mapeadas do grupo GoVision em árvores e estruturas do parque. A proposta é transformar cultura, inovação e sustentabilidade em uma experiência capaz de sensibilizar o público para a adoção de práticas mais responsáveis em relação ao consumo e ao descarte de equipamentos eletrônicos.

A reciclagem de eletrônicos ganha relevância diante do crescimento acelerado da geração desse tipo de lixo no país. Atualmente, o Brasil produz cerca de 2,4 milhões de toneladas desse resíduo por ano, figurando entre os maiores geradores do mundo.

Foto: Cauber Drone/Secom Barueri

DESAFIOS ATUAIS E FUTUROS

O descarte inadequado de equipamentos como celulares, computadores e televisores pode causar sérios danos ambientais. Muitos desses produtos contêm substâncias e componentes que podem contaminar o solo, os rios e os lençóis freáticos quando não recebem a destinação correta.

A reciclagem dos resíduos eletrônicos também apresenta desafios específicos. Diferentemente dos resíduos recicláveis convencionais, os eletrônicos são compostos por diversos materiais que exigem desmontagem detalhada e separação criteriosa para que cada componente seja encaminhado ao processo adequado de reaproveitamento.

Embora exista uma legislação que estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores e comerciantes para o recolhimento desses produtos, a estrutura de logística reversa ainda enfrenta limitações. Especialistas apontam que, entre aproximadamente 5 mil empresas ligadas à produção, comercialização e exportação de eletrônicos no país, apenas uma pequena parcela participa efetivamente da coleta e destinação adequada desses resíduos.

Esse cenário evidencia uma lacuna na fiscalização e no cumprimento das obrigações ambientais, o que contribui para que grande parte do lixo eletrônico continue sem tratamento adequado. Como consequência, toneladas de materiais potencialmente recicláveis acabam sendo descartadas de forma incorreta, ampliando os impactos ambientais e desperdiçando recursos valiosos.

Foto: Fachada do Parque Dom José: Ana Guice/Secom Barueri

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