22 de setembro: Dia Internacional da Conscientização sobre a Leucemia Mieloide Crônica (LMC) – *Dr. Gustavo Silveira

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No dia 22 de setembro é celebrado o Dia Internacional de Conscientização sobre a Leucemia Mieloide Crônica (LMC). A data representa a alteração genética que causa a doença, resultado da fusão entre os cromossomos 9 e 22, originando o chamado cromossomo Filadélfia.

A leucemia é um câncer que tem início na medula óssea, responsável por produzir as células do sangue. Na doença, essa “fábrica” passa a produzir glóbulos brancos defeituosos, que se multiplicam descontroladamente e impedem o desenvolvimento das células saudáveis. Entre os principais tipos de leucemia, a LMC representa de 15% a 20% dos diagnósticos em adultos.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 11.540 novos casos de leucemia por ano no período de 2023 a 2025, sendo 6.250 em homens e 5.290 em mulheres. Dentro desse total, a incidência anual de LMC varia de 1.731 a 2.308 novos diagnósticos, com predominância em pessoas acima dos 60 anos. A idade média dos pacientes diagnosticados com cromossomo Filadélfia positivo (Ph+) é de 67 anos, sendo extremamente rara em crianças.

“A LMC é chamada de “mieloide” porque afeta um tipo específico de célula imatura da medula, a célula mieloide, e de “crônica” porque se desenvolve lentamente, ao longo de meses ou anos. Sem tratamento, a doença pode evoluir em três fases: crônica, acelerada e blástica. Na fase inicial, muitos pacientes são assintomáticos, descobrindo a condição em exames de rotina. Entre os sinais possíveis estão aumento do baço, cansaço, perda de peso e suores noturnos. Nas fases mais avançadas, podem ocorrer anemia grave, infecções recorrentes, dores ósseas e sangramentos”, explica o médico hemato-oncologista Gustavo Silveira, da Kora Saúde, referência em medicina moderna.

Com os inibidores de tirosina-quinase (ITKs), medicamentos orais que agem diretamente na proteína anormal BCR-ABL, a maioria dos pacientes consegue controlar a LMC de forma eficaz. Entre os principais ITKs estão Imatinibe, Dasatinibe, Nilotinibe, Bosutinibe, Ponatinibe e Asciminibe. “Diferentemente da quimioterapia tradicional, os ITKs não causam queda de cabelo nem mucosite e reduziram a necessidade de transplante de medula óssea. Hoje, pacientes que seguem corretamente o tratamento podem alcançar expectativa de vida semelhante à da população em geral”, recorda o especialista.

*Dr. Gustavo Silveira é médico hemato-oncologista da Kora Saúde

 

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